PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
DESENVOLVIMENTO FASE ADULTA:
Não há dúvida de que cada um de nós possui sua própria definição de início da vida adulta ou meia-idade ou velhice. Tais definições não apenas mudam ao longo do tempo histórico, mas elas também podem diferir de um subgrupo para outro. Mesmo entre os cientistas sociais, não há uma concordância definitiva sobre a maneira de dividirmos os anos de vida adulta. (Bee,1997, p. 388)
• Início da vida adulta: 20 – 40 anos (entre os vinte e trinta anos acontece o auge do funcionamento físico.Alguns autores consideram auge da vida adulta aos 40 anos quanto os filhos começam a sair de casa.)
• Vida adulta intermediária: 40 – 65 anos
• Final da vida adulta ou velhice: 65 anos em diante.
Desenvolvimento Físico:
• Capacidade reprodutiva.
• Funcionamento cognitivo.
• A violência urbana e rural afetam diretamente as questões relacionadas a sobrevivência do indivíduo.
• Possibilidade de surgimento de transtornos mentais e emocionais (depressão, ansiedade, abuso de substâncias químicas, esquizofrenia...)
QI?
• Embora alguns estudos apontem para a queda do QI a partir dos trinta anos, existem estudos mais otimistas, inclusive por pesquisadores pós-piagetianos, que apontam par o fato que existe uma “mudança desenvolvimental, uma reorganização da estrutura de pensamento em uma espécie de pensamento ‘pós-formal’(...)” (Bee,1997, p. 400)
Questões sociais e relativas a personalidade
Segundo Pikunas (1979):
• A definição de maturidade apresenta muitos problemas. Tem de levar em conta diferenças individuais em capacidade e suscetibilidade de auto-expressão, expectativas sociais, variações étnicas, culturais e subculturias, as circunstâncias particulares da vida de cada indivíduo e uma série de outros fatores.” (p. 339)
• (...) Uma pessoa madura estrutura o ambiente e é capaz de se perceber objetivamente no outros. O indivíduo, de qualquer sexo, adquiriu uma identidade pessoal e uma integração da personalidade total. No processo de viver, a pessoa madura conduz consigo a tarefa de evoluir para seu nível de vida e cria uma quantidade sempre crescente de capacidades e perícias para fazer frente ao presente e ao futuro. (p. 346)
Desenvolvimento do Ego – adulto maduro
• Tem capacidade para responder diferencialmente em termos de suas necessidades e dos fatores de fora que atuam em sua situação.
• Canaliza suas tensões, impulsos e emoções para comportamento construtivo e dirige-o para a consecução de metas positivas de longo prazo, ainda assim retendo a sensibilidade básica, receptiva, vigor e impulso emocional e alto grau de satisfação e prazer do final da adolescência.
• Em referência aos pais e pares, estabelece configurações de relacionamentos interdependentes e é capaz de impressionar e influenciá-los e manter seu papel, respondendo com flexibilidade.
• Satisfaz-se e deriva prazer de seu status e ocupação; continua a desenvolver e a expandir um reservatório de capacidades, perícias e pontos de vista; aprende a reconhecer seus próprios pontos de vantagem e limitações; e busca compromisso e soluções criativas.
• Está dentro da realidade na maioria de seus aspectos; aprendeu a relacionar-se bem com as pessoas de todas as idades, considerando-se a si e aos outros com respeito, paciência e humor.
• Valora e considera as alternativas e conseqüências de suas ações; encontra meios de contribuir para a comunidade, nação e humanidade.
• Sente-se integral e satisfeito consigo e seu esquema para viver e está comprometido com os valores e ideais que internalizou.
Outros aspectos para reflexão
• Vida de solteiro – Vida de casado – Vida celibatária.
• A busca de relacionamento afetivos significativos e duradouros com as implicações próprias dessa etapa.
• Paternidade e maternidade (configuração de novos sistemas e subsistemas).
• Profissão e Trabalho.
• Consolidação sócio-enconômica.
Questão emocional
Inicia-se na adolescência com o “distanciamento” progressivo das figuras paternas com a finalidade de constituir-se um sujeito singular, mantendo relacionamento significativo com as pessoas que o rodeia.
Questões: Social e Econômica
• Social: ser aceito no grupo social de seus pares estando estritamente ligada a maturidade emocional.
• Econômica: um dos critérios do indivíduo adulto está relacionado a autonomia econômica, embora esse seja um critério controverso devido ao fato das dificuldades existentes nessa área em nossa sociedade.
Vida adulta Intermediária
• Relação pais e filhos (filhos adultos e casados).
• Mudanças relativas ao físico (mudanças no sistema reprodutor).
• Atividade sexual.
• Síndrome do ninho vazio – hoje as casas se tornam cada vez mais cheias com o casamento e separação dos filhos.
• Problemas relativos a saúde que pode levar a morte além de fatores relacionados a violência.
• Ser avó ou ser avô.
• Trabalho – Desemprego – Aposentadoria.
• Entrada na universidade (questão econômica, auto-realização, pressão do mercado de trabalho).
• Dinâmica da personalidade.
• Divórcio – impacto psicológico e financeiro.
• Perda de memória
• Crise da meia-idade.
• A idéia de uma crise da meia-idade não foi inventada pelos escritores. Ela é parte de várias teorias importantes sobre o desenvolvimento da vida adulta, o que inclui as teorias de Jung e a de Levinson. Este último defende que cada pessoa precisa enfrentar uma constelação de tarefas, na vida adulta intermediária, que, via de regra, garantem uma crise de algum tipo: o dar-se conta da própria mortalidade, o reconhecimento de novas limitações físicas e riscos à saúde e as mudanças importantes nos principais papéis. (Bee, 1997, p. 466)
VELHICE
• Perda neuronal acentuada em alguns casos.
• Problemas físicos e mentais: Mal de Alzheimer e outras demências.
• Atividade sexual.
• Busca por qualidade de vida.
• Participação em grupos da terceira idade.
• A inversão de papéis: de cuidador a cuidado.
• Homem e a busca do sagrado.
• Busca por realizações: entrada na universidade.
• Morte.
Referências Bibliográficas:
BEE, Helen. O ciclo vital. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.
PIKUNAS, Justin. Desenvolvimento humano: uma ciência emergente. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1979.
SHAFFER, David R. Psicologia do desenvolvimento: infância e adolescência. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2005.
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